Homenagem a naturalistas viajantes retrata pranchas de Johann Baptist von Spix

von Spix

O Instituto Neotropical, em parceria com a empresa Canecaria, lança linha de produtos exclusivos retratando as pranchas de naturalistas que viajaram o Brasil reconhecendo a sua fauna e flora. A primeira edição, de tema Herpetologia, homenageia o alemão Johann Baptist von Spix trazendo seis modelos de canecas com desenhos de cobras, lagartos, tartarugas e anfíbios.

A edição é limitada, sendo comercializadas apenas 1.000 unidades. Escreva para info@institutoneotropical.org e obtenha maiores informações de como adquirir as canecas personalizadas.

Johann Baptist Ritter von Spix nasceu em Höchstadt, na Baviera Alemã, em 9 de fevereiro de 1781 e morreu em Munique, em 14 de março de 1826. Aos 19 anos doutorou-se em filosofia e aos 26 anos em medicina, exercendo a profissão em Bamberg. Seu interesse pela anatomia e fisiologia fez com que direcionasse a carreira para as ciências naturais, sendo nomeado (1810) membro da Bayerische Akademie der Wissenschaften (Academia Bávara de Ciências), em Munique. Viajou para o Brasil em 1817 acompanhado pelo botânico Carl Friedrich Phillip von Martius (1794-1868), naquela que veio a ser uma das mais importantes expedições científicas do século XIX realizadas no país. Após percorrer mais de 6.500 quilômetros (Rio de Janeiro – São Paulo – Salvador – Belém – Manaus – Tabatinga) retornou para a Europa em 1820 e levou consigo uma coleção de mais de 6.500 plantas, 2.700 insetos, 85 mamíferos, 350 aves, 150 anfíbios e 116 peixes. Seus espécimes foram utilizados como base para a coleção do Zoologische Staatssammlung München – onde foi o primeiro curador da coleção zoológica. Seis anos mais tarde completou a descrição de cerca de 500 espécies de moluscos e vertebrados. Publicou primeiramente (1823) um trabalho sobre primatas e morcegos, seguido (1824-1825) pela descrição de tartarugas, cobras, sapos, lagartos e aves. O reconhecimento da importância e qualidade da obra de Spix estende-se até os dias de hoje e pode ser medida pelo número de homenagens científicas (como as espécies descritas em sua homenagem) e pessoais que recebeu ao longo destes quase 200 anos.

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